"Meia noite, e a única coisa que possuo são olhos cansados.
Coração já não tenho mais,
Corpo, de tão mecânico, não é mais meu.
Pensamentos, medrosos, fugiram sem dizer adeus.
Fiz coisas erradas, eu sei. Não fiz por amor.
Não me perdoe.
Estou certa dos meus atos."
Sem Destinatário,
Como vai?
Hoje eu fugi, fugi para bem perto. Muito, muito perto onde ninguém pudesse me alcançar. Fugi para mim, estou em mim. Ninguém sabe, ninguém vê. Me escondi em mim, e você entende. Claro que você entende.
Todos os dias você está fugindo também, só que você está fugindo de você mesmo.
Não se faça de bobo, estou falando de você, mas esta carta não tem destinatário.
Na minha fuga eu vou longe, mas tão longe, que qualquer um pode achar. Você sabe como é ser previsível. Que foi? Fechou a cara e notou que todos perceberam, poucos tocaram no assunto.
"O que você tem?", "Nada". Claro que tem. Você fugiu pra longe, mas todos podem ver.
Então resolvi voltar pra perto, tentei ser discreta. O segredo era meu mesmo. Está guardando um segredo? AAhhh... não temos segredos um com o outro. Não quer me contar? Que é isso... não confia mais em mim? Tudo bem, não pergunto mais nada. Não, eu não quero mais saber. Pare! Não me conte. Nossa, verdade? Claro, eu juro que não conto pra ninguém.
Melhor o meio termo, o que você acha? Desculpe, você não fala. Eu tinha esquecido. Mas como será que perdeu a voz? Eu sei? Como assim eu sei? AAhhh... foi quando contou a verdade? Me disseram que quando se conta a verdade, se perde a voz. Eles querem nos calar mesmo. Então foi assim? Desculpe, eu não lembrava. Mas vou esquecer, porque dizem que quando se lembra, perde-se a vida.
Adeus amigo,
quinta-feira, 22 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
" E se nesse momento eu morrer, saiba você que te amei.
E se nesse momento eu morrer, saiba que de tudo já sei.
Se morrer, saiba que viverei.
se não morrer, te esquecerei.
Por que se me apego fácil aos teus defeitos
é devido aos meus casos de efeito
que de imediato me fazem esquecer
que aprendi a amar e morrer."
Já eras meu herói antes mesmo de eu nascer.
E se nesse momento eu morrer, saiba que de tudo já sei.
Se morrer, saiba que viverei.
se não morrer, te esquecerei.
Por que se me apego fácil aos teus defeitos
é devido aos meus casos de efeito
que de imediato me fazem esquecer
que aprendi a amar e morrer."
Já eras meu herói antes mesmo de eu nascer.
domingo, 30 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
O, A.
"O caminho era escuro, e, apesar das luzes fortes do carro, eu não conseguia enxergar bem; ainda assim distingui uma pessoa ofegante, vestida de vermelho: uma mulher.
O trabalho havia sido cansativo e eu estava voltando para cidade onde moro; o perigo nas estradas e toda essa violência crescendo eram bons motivos para eu não parar, mas eu parei sem me perguntar porque.
Ela imediatamente entendeu. Correu, abriu a porta e entrou no carro, eu disse para onde estava indo, e ela respondeu que qualquer lugar estava bom.
Não nos falamos muito, e evitei olhar para ela, por isso demorei para perceber que a roupa, na verdade, era sangue, e que a mulher estava quase por completo nua.
Seus olhos choravam lágrimas carregadas de dor, e quando caiu por si, notou que eu já havia percebido seu estado, e, intacto, fingi que nada havia acontecido.
Ela contou que era casada, separada, na verdade. Dois anos e meio após a separação, começou a namorar. E com 6 meses de namoro o ex-marido tentou matá-la. Por sorte, conseguiu fugir, mas o namorado que estava com ela não.
Não perguntei nada, não que eu não quisesse saber, apesar de não querer, mas achei melhor assim. Parei na Santa Casa de Misericórdia, onde ela agradeceu e saiu do carro.
No outro dia apenas lavei o banco coberto por sangue, e não quis contar a história pra ninguém. Nunca tive notícias dela, nem sequer sabia seu nome."
O trabalho havia sido cansativo e eu estava voltando para cidade onde moro; o perigo nas estradas e toda essa violência crescendo eram bons motivos para eu não parar, mas eu parei sem me perguntar porque.
Ela imediatamente entendeu. Correu, abriu a porta e entrou no carro, eu disse para onde estava indo, e ela respondeu que qualquer lugar estava bom.
Não nos falamos muito, e evitei olhar para ela, por isso demorei para perceber que a roupa, na verdade, era sangue, e que a mulher estava quase por completo nua.
Seus olhos choravam lágrimas carregadas de dor, e quando caiu por si, notou que eu já havia percebido seu estado, e, intacto, fingi que nada havia acontecido.
Ela contou que era casada, separada, na verdade. Dois anos e meio após a separação, começou a namorar. E com 6 meses de namoro o ex-marido tentou matá-la. Por sorte, conseguiu fugir, mas o namorado que estava com ela não.
Não perguntei nada, não que eu não quisesse saber, apesar de não querer, mas achei melhor assim. Parei na Santa Casa de Misericórdia, onde ela agradeceu e saiu do carro.
No outro dia apenas lavei o banco coberto por sangue, e não quis contar a história pra ninguém. Nunca tive notícias dela, nem sequer sabia seu nome."
Fatos reais.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
M,S.
"Todos os dias ela morre um pouco. Disso tenho certeza.
A vagareza de seus passos, o cinza dos seus olhos que fingem chorar,
tudo leva à mote, ao sofrimento.
Já não cheira à gente, apenas ao seu cigarro viciado.
Apresenta fios brancos, muitos e um sorriso amarelo de quem morre triste e feliz.
A voz não é a mesma, nem a maneira de vestir.
Não tem objetivos, nem esperança, aguarda a morte como muitos ousam.
Não vive, apesar da alma jovem. Tem medo de perder o que nunca conquistou.
E assim o vento leva seus dias, fazendo-os passar diante de seus olhos;
e todos percebem que a morte está próxima."
A vagareza de seus passos, o cinza dos seus olhos que fingem chorar,
tudo leva à mote, ao sofrimento.
Já não cheira à gente, apenas ao seu cigarro viciado.
Apresenta fios brancos, muitos e um sorriso amarelo de quem morre triste e feliz.
A voz não é a mesma, nem a maneira de vestir.
Não tem objetivos, nem esperança, aguarda a morte como muitos ousam.
Não vive, apesar da alma jovem. Tem medo de perder o que nunca conquistou.
E assim o vento leva seus dias, fazendo-os passar diante de seus olhos;
e todos percebem que a morte está próxima."
sábado, 24 de abril de 2010
Em ti... Para Thi
Imprudência da flor: a poesia;
Loucura foi sair sem conquistar;
O vitorioso canta Glória à sua magia:
Venceu a poderosa arte de amar!
E a verdade sabe - Com poder a Alma grita,
Recusa a decisão de se apegar;
Aquele que ela recusa lhe suplica:
Busco em ti meu verdadeiro Avatar;
Bela flor foge-lhe sem despedida
Indo embora para nunca mais voltar;
Tarda a dor para cessar-lhe a ferida;
Sem sofrer, aprendeu a chorar.
Loucura foi sair sem conquistar;
O vitorioso canta Glória à sua magia:
Venceu a poderosa arte de amar!
E a verdade sabe - Com poder a Alma grita,
Recusa a decisão de se apegar;
Aquele que ela recusa lhe suplica:
Busco em ti meu verdadeiro Avatar;
Bela flor foge-lhe sem despedida
Indo embora para nunca mais voltar;
Tarda a dor para cessar-lhe a ferida;
Sem sofrer, aprendeu a chorar.
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